É obrigatória a utilização de sistemas de proteção contra quedas sempre que não for possível evitar o trabalho em altura. As soluções mais comuns para a proteção dos colaboradores para os locais de trabalho onde haja o risco de quedas estão nos Sistemas de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), projetados para as seguintes utilizações:

  • Restrição de movimentação.

  • Retenção de Quedas.

  • Posicionamento no trabalho.

  • Acesso por cordas.

Sistemas de ancoragem são parte integrante de um SPIQ e pode incorporar um ou mais pontos de ancoragem aos quais podem ser conectados equipamentos de Proteção Individual (EPI) contra quedas, diretamente ou por meio de outro componente. Esses sistemas devem ser projetados para suportar as forças aplicáveis decorrentes de uma queda de altura.

E os dispositivos de ancoragem estão entre as propostas mais vantajosas para se oferecer um ponto de ancoragem seguro para os trabalhadores em altura.

 

Dispositivos de ancoragem

Dentre as alternativas de dispositivos de ancoragem as linhas de ancoragem permanentes, mais conhecidas como linhas de vida, são os tipos de dispositivos de proteção contra quedas mais utilizados mundialmente e que exigem rigorosos critérios e disciplina para sua concepção, fabricação, instalação e aplicação, a fim de que seja assegurado que um trabalhador permaneça conectado ao sistema durante todo o período de exposição ao risco de queda,  conforme sua configuração como um projeto de Sistema de Proteção Individual Contra Quedas. Tal qual um sistema de engenharia, em especial as linhas de vida, demandam certas exigências técnicas para as empresas, fundamentais para a escolha da estrutura a ser avaliada para servir de ancoragem para o sistema, a sua adequação à tarefa a ser executada, a especificação de seus componentes,  o limite máximo de 6 kN como força de impacto que pode ser transmitida ao trabalhador e a identificação da carga máxima que pode ser transmitida pelo dispositivo de ancoragem à estrutura e direção de aplicação de força relevante para a forma de fixação e/ou tipo de estrutura.

Em especial, para todos os modelos de dispositivos de ancoragem a preocupação de que o projeto a ser instalado necessite prever a solidez de fixação da ancoragem estrutural que serve para fixação do dispositivo de ancoragem. Isso poderá ser fornecido pelas empresas através de suas plantas ou memórias de cálculos existentes nos projetos de construção de suas edificações ou através de ensaios ou cálculos produzidos por profissional legalmente habilitado.

Norma

A NR-35 prevê que o sistema de ancoragem pode apresentar o seu ponto de ancoragem instalado através de dispositivos de ancoragem. Conforme a própria norma, os dispositivos de ancoragem devem ser certificados ou fabricados em conformidade com as normas técnicas nacionais vigentes sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado.

A nossa norma técnica nacional NBR 16.325 – Proteção contra queda de altura – Dispositivo de ancoragem prevê 4 tipos de dispositivos de ancoragem classificados em Tipos A, B, C e D.

Como exemplo de sistemas fixados por tempo indeterminado os olhais de ancoragem (tipo A) e as linhas de vida (tipo C) oferecem todo um controle seguro, rastreabilidade e possibilidade de inspeções periódicas não superiores a 12 meses, através de procedimentos operacionais e das instruções do seu fabricante.

Os dispositivos de ancoragem apresentam marcações que indicam o nome de seu fabricante, número de lote ou número de série, número máximo de trabalhadores conectados simultaneamente, sua aplicação, seus limites e todas as informações necessárias para sua utilização e preservação fornecidas por seus fabricantes.

33 - O QUE SÃO SISTEMAS DE ANCORAGEM PARA TRABALHOS EM ALTURA? QUAIS SÃO SUAS UTILIZAÇÕES?

Dispositivo de ancoragem Tipo A: Dispositivo de ancoragem projetado para ser fixado a uma estrutura por meio de uma ancoragem estrutural ou de um elemento de fixação.

Dispositivo de ancoragem Tipo C: Dispositivos de ancoragem empregado em linhas de vida flexíveis horizontais.

Utilização

– Serviços de manutenções prediais, industriais e offshore (pontos de ancoragem para acesso por cordas).

– Serviço de manutenções de equipamentos e maquinários (com trava quedas, vara de manobras, etc).

– Linha de vida permanente (telhado, carga e descarga, escada marinheiro, talude, etc.)

– Linha de vida moveis temporárias.

TASK – Segurança em Primeiro Lugar!